
domingo, 17 de agosto de 2008
Senhora do Metal Agosto/Setembro - Marcela Bovio [Elfonia, Stream of Passion]

sexta-feira, 15 de agosto de 2008
EDITORIAL Agosto / Setembro (4ª Edição )
Sejam todos mais uma vez bem vindos à 4ª edição do Senhoras do Metal, e desta feita a tempo e horas!
Ana Teixeira, Cláudia Rocha e Inês Martins.
REVIEW Arch Enemy - Rise of the Tyrant [2007]
1. Blood on Your Hands2. The Last Enemy
3. I Will Live Again
4. In This Shallow Grave
5. Revolution Begins
6. Rise of the Tyrant
7. The Day of Died
8. Intermezzo Liberté
9. Night Falls Fast
10. The Great Darkness
11. Vultures
O que senti eu quando quando escutei os primeiros segundo da primeira faixa deste Rise of the Tyrant, e quando os primeiros berros da Angela encheram os meus ouvidos? Para começar, alívio. Apreciei o Doomsday Machine pela proposta que faz, mas temi que os Arch Enemy criassem algo semelhante, uma espécie de Doomsday Machine II. Felizmente, os meus temores foram infundados. A banda sueca presenteou-nos com um dos álbuns mais poderosos da sua carreira, e o mais pesado da era da Angela. It’s pure fuckin’ metal!
Pode-se dizer que se redimiram de todos os “erros” que cometeram em Doomsday Machine, oferecendo-nos um trabalho muito genuíno, no qual a etiqueta Death Metal Melódico assenta que nem uma luva. As partes melódicas são realmente melodiosas, e as partes brutais extremamente intensas, criando-se um contraste portentoso. A produção já não é tão limpa como no álbum anterior e acabaram-se os efeitos omnipresentes sobre voz da Angela. E ela soa melhor do que nunca, cantando com uma tal agressividade que parece cuspir as palavras. Com muita malevolência.
Foi uma surpresa agradável verificar que Angela soa quase como se estivesse a cantar ao vivo e que, de facto, gravou de microfone na mão, como se estivesse em pleno concerto. A sua energia é uma das peças fundamentais que compõe um todo poderoso e coeso. Outra peça é, inevitavelmente, as guitarras.
Não é só a Angela que está no seu melhor. Os irmãos Amott também têm uma prestação irrepreensível, brindando-nos com riffs ferozes, belos, originais, sempre tocados com uma grande mestria – o que não surpreende, porque apesar de toda a atenção centrada na vocalista, os Arch Enemy sempre foram uma banda guitar-driven.
Outro aspecto interessante acerca deste sétimo álbum do colectivo (um número tão simbólico!) são as letras. Os Arch Enemy primam pelas boas letras, o que é algo que não se pode dizer de todas as bandas de Death Metal. Muito do conteúdo lírico tem um cariz político, falando sobre o poder e como este nos pode corromper. Quem é o tirano? Na faixa que dá título ao álbum ele é Calígula, o imperador romano conhecido pela sua crueldade e excentricidade; porém, quando lemos as letras com atenção não podemos deixar de pensar que os tiranos de hoje são menos óbvios, mas muito mais perigosos. De salientar, que cerca de 75% das letras foram escritas pela Angela.
O álbum abre com uma das melhores faixas do álbum: Blood on your Hands. De imediato, percebemos que estamos perante algo muito diferente de Doomsday Machine. A faixa é pesada e deliciosamente up tempo e Angela soa muito determinada. Mas ainda melhor é a senhora que se segue, The Last Enemy, com as suas variações de ritmo e um dos melhores refrões do cd, em grande medida devido à conjugação das linhas vocais de Angela com um riff que, convenhamos, fica ali a matar. A passagem para a I Will Live Again, é subtil, de tal forma que quase não percebemos que já entrámos na faixa seguinte. Esta é mais leve e acessível do que as duas anteriores, extramemte catchy, muito à semalhança da Revolution Begins, o primeiro single deste álbum.
Contudo, a calmaria não dura muito tempo. In This Shallow Grave está pejada de brutalidade e estamos novamente na presença de uma Angela terrível e assustadora: “Who is your master/ In this shallow grave?”. A sua melhor prestação neste álbum. E será que devo referir o solo de guitarra? Bem, por esta altura já os meus leitores devem estar fartos dos meus elogios aos solos de guitarra e também já devem ter percebido que eu sou uma fã dos irmãos Amott, em especial do senhor Michael Amott.
Revolution Begins é quase uma resposta à Nemesis. A temática é a mesma, e quando leio as letras destas faixas – letras que falam sobre a individualidade e a conquista da liberdade – chego à conclusão de que falam sobre nós, membros de tribos alternativas, neste caso, metaleiros. Fala sobre a liberdade de sermos quem somos, sem vergonhas, de não nos escondermos, de não nos deixarmos obliterar pelas exigências de uma sociedade que nos quer transformar em carneirada. Inspirador.
Segue-se a faixa-título, que tem início com um pequeno sample de um filme, no qual Calígula é elevado ao estatuto de deus. Outra grande malha, bem escolhida para título do álbum.
Os irmãos Amott têm o merecido destaque no instrumental Intermezzo Liberté. Confesso que não sou grande fã de instrumentais, tendo o costume de passá-los à frente. Geralmente, são aborrecidos e não acrescentam nada de especial. No entanto, este pequeno interlúdio é um dos grandes momentos do álbum. Outro destaque vai para a The Great Darkness, uma faixa muito “evil” e original, pontuada aqui e ali pelo sample de um coro que, conjuntamente com os vocais de Angela, enfatiza ainda mais esta aura de maldade.
Rise of The Tyrant não tem nenhum momento morto ou aborrecido. Nenhuma faixa, nem mesmo o instrumental, está ali para “encher chouriços”, o que só confirma a grande criatividade da banda. O único ponto negativo que encontrei prende-se com a bateria. As guitarras, a voz e até o baixo estão perfeitamente audíveis mas, de alguma forma, a bateria perdeu-se um pouco na mixagem.
Destaques: Blood on your Hands, The Last Enemy, In This Shallow Grave, Intermezzo Liberté, The Great Darkness
REVIEW Arch Enemy - Doomsday Machine [2005]
2. Taking Back My Soul
3. Nemesis
4. My Apocalypse
5. Carry the Cross
6. I am Legend/ Out for Blood
7. Skeleton Dance
8. Hybrids of Steel
9. Mechanic God Creation
10. Machtkampf
11. Slaves of Yesterday
Cláudia Rocha, Lua Crescente
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Alliance Fest 2008 – 09/08/2008

Quem disse que as mulheres são o sexo fraco?! Certamente alguém que não esteve no Alliance Fest a 9 de Agosto deste ano onde, quer Sofia Loureiro (We Are the Damned), quer Angela Gossow (Arch Enemy) tiveram pestações mais brutas e explosivas do que qualquer homem nessa noite.
Neste segundo dia do festival substituto do “Marés Negras” as mulheres estiveram presentes em duas das seis bandas que pisaram o palco do Pavilhão dos Lombos em Carcavelos. A primeira presença feminina foi às 18:15, depois dos Blacksunrise, e coube a Sofia Loureiro e aos seus We Are the Damned. A segunda coube aos suecos Arch Enemy, liderados pelo Senhor Guitarrista Michael Amott e com Angela Gossow na voz.
As duas primeiras sonoridades a ouvir-se no Pavilhão dos Lombos nessa tarde foram o Trash/Death metal dos Echidna, oriundos de Vila Nova de Gaia, e o Metalcore dos Blacksunrise.
Os We Are the Damned são originários de Lisboa e tocam Death Metal, embora seja de notar alguns laivos Hardcore, o que implica necessariamente um instrumental bastante violento e guturais rasgados. Foi exactamente o que os We Are the Damned fizeram e, embora o público não tenha aderido propriamente bem (compreenda-se que tocaram depois dos colossos Blacksunrise, em que até tivemos direito a uma Wall of Death), penso que ninguém pode ter ficado indiferente à prestação quer dos instrumentistas, quer da vocalista, que, além de arrancar grunts extremamente rasgados como se estivesse a ser submetida a uma intervenção cirúrgica sem anestesia, teve uma prestação e uma presença absolutamente explosivas em palco, igualando e chegando inclusivamente, em alguns aspectos, a superar a própria Angela Gossow, que actuaria às 23:00.
Seguiu-se a actuação dos Marduk, que subiu ao palco por volta das 19:45. A banda de Black Metal sueca teve uma actuação bastante efusiva e com uma adesão fabulosa por parte do público, embora, fosse de notar uma certa repetitividade nos temas e arrastar do concerto, ao ponto de, a certa altura, dar a sensação de que estavam a repetir faixas e já muitas pessoas suspirarem quando viam que eles nunca mais abandonavam o palco. Ainda assim é de frisar uma actuação muito boa, com uma enorme adesão por parte do público e cheia de carácter Black Metal.
Às 21:00 entraram em palco os britânicos Anathema numa actuação que, pela hora a que foi, só poderia ser dirigida a um público muito específico, pois as restantes pessoas não aderiram de uma forma propriamente efusiva; o que se compreende visto que foi uma quebra de violência musical bastante grande. Ainda assim, para os fãs de Anathema, foi um grande concerto e que, para delírio de muitos, incluindo não-fãs da banda britânica, teve direito a uma surpresa especial... Uma cover de Comfortably Numb dos Pink Floyd fabulosamente executada pelo guitarrista Danny Cavanagh com um solo espantoso no final.
Pouco depois das 23:00 entravam em palco os cabeças de cartaz. Havia quem dissesse que tinha esperado seis anos por aquele momento... Entrou em palco o baterista Daniel Erlandsson, seguido do genial guitarrista e líder do colectivo de Halmstad, Michael Amott, o seu irmão guitarrista Chris Amott, o baixista Sharlee D'Angelo e, por último, a grande estrela da noite, a vocalista Angela Gossow. O público percebeu logo às primeiras notas tocadas que os Arch Enemy se vinham redimir de nunca terem vindo a Portugal, e, de facto, fizeram-no.
No final, todo o público de “barriga cheia” e com a promessa de Angela ainda a ecoar nos ouvidos: “We will be back soon”
Agradecimentos: Sérgio Almeida
domingo, 10 de agosto de 2008
REVIEW Ava Inferi - The Silhouette (2007)
Tracklist:1. A Dança das Ondas
2. Viola
3. The Abandoned
4. Oathbound
5. The Dual Keys
6. Wonders of Dusk
7. La Stanza Nera
8. Grin of Winter
9. Pulse of the Earth
Em La Stanza Nera as influências avantgarde regressam. A voz de Carmen desempenha um papel mais secundário, permitindo que os instrumentos assumam o protagonismo
Cláudia Rocha, Lua Crescente
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Breves
Stream of Passion
Desde 2006 que a banda holandesa não editava nada, sendo o último trabalho um CD e DVD gravados ao vivo, com temas do seu primeiro e único álbum de orginais – Embrace the Storm. Os Stream of Passion iniciam agora um novo capítulo na sua história ao assinarem contrato com a Napalm Records, editora que representa artistas como Liv Kristine e Leaves’ Eyes. Esperam anunciar em breve novidades sobre o novo álbum e respectiva tourné.
Site Oficial
MySpace
Editora
Krypteria
Os Krypteria encontram-se em estúdio a gravar o seu mais recente álbum. A banda alemã de power metal liderada pela vocalista Ji-In Cho, conta com 3 álbuns e um EP gravados e espera que a sua mais recente criação seja apresentada ao público ainda este inverno.
Site Oficial
Soulslide
A banda alemã Soulslide prepara-se para lançar um novo álbum ainda este ano. Os membros encontram-se atarefados em estúdio com a preparação do seu quarto trabalho, o primeiro que conta com Cynthia Knoch - a vocalista dos Soulslide desde 2007.
Myspace
Trail Of Tears
Os noruegueses Trail Of Tears vão estar em estúdio, em Marselha, (França) com o aclamado produtor Terje Refsnes a partir de 3 de Novembro para gravarem o sexto álbum de originais. A banda espera conceber em seis semanas o trabalho ainda sem título em vista, mas que será lançado mundialmente no início de 2009 pela Napalm Records. Devido à preparação deste projecto, os Trail of Tears decidiram cancelar a tourné sul americana agendada para os meses de Setembro e Outubro.
Within Temptation
Os holandeses Within Temptation lançam o seu quinto single do álbum The Heart of Everything. O tema escolhido foi Forgiven, o último tema deste trabalho. O CD single conta com duas versões e ambas vão estar disponíveis a partir de 29 de Agosto.
Forgiven - Basic version
01. Forgiven (single version)
02. Forgiven (album version)
Forgiven - Premium version
01. Forgiven single version
02. Forgiven - album version
03. The Howling live
04. Hand of Sorrow live
05. The Heart Of Everything live

