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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Doro lança EP "Celebrate"

Foi lançado no passado dia 31 de Outubro na Alemanha, e a 3 de Novembro no resto da Europa, o EP Celebrate (The Night of the Warlock) de Doro Pesch. Tal como o título deixa adivinhar, este EP celebra os 25 anos de carreira de Doro, e conta com a colaboração de algumas das grandes Senhoras do Metal da actualidade: Liv Kristine (Leaves' Eyes), Veronica Freeman (Benedictum), Floor Jansen (After Forever), Angela Gossow (Arch Enemy), Sabina Classen (Holy Moses) e as Girlschool.

Tracklist:

1. Celebrate (Doro + fãs)
2. Celebrate (Doro + Biff [Saxon])
3. Celebrate (Doro + Angela Gossow, Liv Kristine, Sabina Classen, Veronica Freeman, Floor Jansen e Girlschool)
4. Rescue Me
5. Night of the Warlock

Site Oficial

Myspace






quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Notícias

Angela à conversa com fãs dia 30 de Agosto!

A frontwoman da banda de death metal estará à conversa com os fãs este Sábado, 30 de Agosto, naquele que será o primeiro chat da vocalista com os fãs no fansite dos Arch Enemy - United Enemies. Por isso, fãs de Angela e de Arch Enemy, ou simplesmente curiosos ou fãs de boa música, não percam tempo e passem no site - WWW.FANSITEPRODUCTIONS.COM/ARCHENEMY.
It's fucking talk & metal!

Site Oficial - http://www.archenemy.net/


Chaoswave assinam pela Nightmare Records!


Os Chaoswave, banda de metal progressivo da Senhora do Metal Giorgia Fadda, assinou pela Nightmare Records, editora americana que irá lançar o segundo registo do colectivo – Dead Eye Dreaming – a sair para a luz do dia a 25 de Novembro. Na Europa a distribuição estará a cargo da SPV, com data de lançamento ainda por decidir. O álbum foi mixado por Andy LaRocque (King Diamond) e conta com a participação de Steve Smyth, ex-guitarrista dos Nevermore e Testament.

Ao mesmo tempo a banda está a organizar duas pequenas tours europeias que vão ter lugar entre os meses de Outubro e Novembro, com uma actuação prevista no MFVF Festival na Bélgica, a 19 de Outubro.
Enquanto esperamos já podemos, no entanto, dar uma espreitadela à capa e à tracklist daquele que é o último trabalho dos Chaoswave.

Tracklist:

1. 10 Years of Denial (4:55)
2. Fork Tongues and Foul Times (5:34)
3. How to Define a Race (5:26)
4. A March for the Dying (6:45)
5. Another Lie to Live in Vain (1:23)
6. Blind Eye Focus (4:46)
7. Dead Eye Dream (5:35)
8. Rise (5:07)
9. Picture Perfect (4:28)
10. Two Shadows (5:51)
11. The Evident (6:24)

Site Oficial: http://www.chaoswave.it/
Myspace: http://www.myspace.com/chaoswave
Cover Art: Dead Eye Dreaming

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

REVIEW Arch Enemy - Rise of the Tyrant [2007]

1. Blood on Your Hands
2. The Last Enemy
3. I Will Live Again
4. In This Shallow Grave
5. Revolution Begins
6. Rise of the Tyrant
7. The Day of Died
8. Intermezzo Liberté
9. Night Falls Fast
10. The Great Darkness
11. Vultures



2007 foi um ano muito forte em lançamentos de colectivos com mulheres nos vocais (não sendo por isso estranho que as Senhoras do Metal ainda estejam a fazer reviews de álbuns do ano passado). Foi neste contexto que Rise of the Tyrant – apesar de pertencer a um espectro muito diferente da maioria destas bandas – se destacou como um dos melhores lançamentos do ano.

O que senti eu quando quando escutei os primeiros segundo da primeira faixa deste Rise of the Tyrant, e quando os primeiros berros da Angela encheram os meus ouvidos? Para começar, alívio. Apreciei o Doomsday Machine pela proposta que faz, mas temi que os Arch Enemy criassem algo semelhante, uma espécie de Doomsday Machine II. Felizmente, os meus temores foram infundados. A banda sueca presenteou-nos com um dos álbuns mais poderosos da sua carreira, e o mais pesado da era da Angela. It’s pure fuckin’ metal!

Pode-se dizer que se redimiram de todos os “erros” que cometeram em Doomsday Machine, oferecendo-nos um trabalho muito genuíno, no qual a etiqueta Death Metal Melódico assenta que nem uma luva. As partes melódicas são realmente melodiosas, e as partes brutais extremamente intensas, criando-se um contraste portentoso. A produção já não é tão limpa como no álbum anterior e acabaram-se os efeitos omnipresentes sobre voz da Angela. E ela soa melhor do que nunca, cantando com uma tal agressividade que parece cuspir as palavras. Com muita malevolência.

Foi uma surpresa agradável verificar que Angela soa quase como se estivesse a cantar ao vivo e que, de facto, gravou de microfone na mão, como se estivesse em pleno concerto. A sua energia é uma das peças fundamentais que compõe um todo poderoso e coeso. Outra peça é, inevitavelmente, as guitarras.

Não é só a Angela que está no seu melhor. Os irmãos Amott também têm uma prestação irrepreensível, brindando-nos com riffs ferozes, belos, originais, sempre tocados com uma grande mestria – o que não surpreende, porque apesar de toda a atenção centrada na vocalista, os Arch Enemy sempre foram uma banda guitar-driven.

Outro aspecto interessante acerca deste sétimo álbum do colectivo (um número tão simbólico!) são as letras. Os Arch Enemy primam pelas boas letras, o que é algo que não se pode dizer de todas as bandas de Death Metal. Muito do conteúdo lírico tem um cariz político, falando sobre o poder e como este nos pode corromper. Quem é o tirano? Na faixa que dá título ao álbum ele é Calígula, o imperador romano conhecido pela sua crueldade e excentricidade; porém, quando lemos as letras com atenção não podemos deixar de pensar que os tiranos de hoje são menos óbvios, mas muito mais perigosos. De salientar, que cerca de 75% das letras foram escritas pela Angela.

O álbum abre com uma das melhores faixas do álbum: Blood on your Hands. De imediato, percebemos que estamos perante algo muito diferente de Doomsday Machine. A faixa é pesada e deliciosamente up tempo e Angela soa muito determinada. Mas ainda melhor é a senhora que se segue, The Last Enemy, com as suas variações de ritmo e um dos melhores refrões do cd, em grande medida devido à conjugação das linhas vocais de Angela com um riff que, convenhamos, fica ali a matar. A passagem para a I Will Live Again, é subtil, de tal forma que quase não percebemos que já entrámos na faixa seguinte. Esta é mais leve e acessível do que as duas anteriores, extramemte catchy, muito à semalhança da Revolution Begins, o primeiro single deste álbum.

Contudo, a calmaria não dura muito tempo. In This Shallow Grave está pejada de brutalidade e estamos novamente na presença de uma Angela terrível e assustadora: “Who is your master/ In this shallow grave?”. A sua melhor prestação neste álbum. E será que devo referir o solo de guitarra? Bem, por esta altura já os meus leitores devem estar fartos dos meus elogios aos solos de guitarra e também já devem ter percebido que eu sou uma fã dos irmãos Amott, em especial do senhor Michael Amott.

Revolution Begins é quase uma resposta à Nemesis. A temática é a mesma, e quando leio as letras destas faixas – letras que falam sobre a individualidade e a conquista da liberdade – chego à conclusão de que falam sobre nós, membros de tribos alternativas, neste caso, metaleiros. Fala sobre a liberdade de sermos quem somos, sem vergonhas, de não nos escondermos, de não nos deixarmos obliterar pelas exigências de uma sociedade que nos quer transformar em carneirada. Inspirador.

Segue-se a faixa-título, que tem início com um pequeno sample de um filme, no qual Calígula é elevado ao estatuto de deus. Outra grande malha, bem escolhida para título do álbum.

Os irmãos Amott têm o merecido destaque no instrumental Intermezzo Liberté. Confesso que não sou grande fã de instrumentais, tendo o costume de passá-los à frente. Geralmente, são aborrecidos e não acrescentam nada de especial. No entanto, este pequeno interlúdio é um dos grandes momentos do álbum. Outro destaque vai para a The Great Darkness, uma faixa muito “evil” e original, pontuada aqui e ali pelo sample de um coro que, conjuntamente com os vocais de Angela, enfatiza ainda mais esta aura de maldade.

Rise of The Tyrant não tem nenhum momento morto ou aborrecido. Nenhuma faixa, nem mesmo o instrumental, está ali para “encher chouriços”, o que só confirma a grande criatividade da banda. O único ponto negativo que encontrei prende-se com a bateria. As guitarras, a voz e até o baixo estão perfeitamente audíveis mas, de alguma forma, a bateria perdeu-se um pouco na mixagem.
Depois deste álbum, a fasquia subiu ainda mais, por isso fico à espera, ansiosa, de um novo trabalho destes suecos... talvez para 2009?

Destaques: Blood on your Hands, The Last Enemy, In This Shallow Grave, Intermezzo Liberté, The Great Darkness

18,5 Valores
Cláudia Rocha, Lua Crescente

Line-up: Angela Gossow (voz), Michael Amott (guitarra), Christopher Amott (guitarra), Sharlee D'Angelo (baixo), Daniel Erlandsson (bateria)
Myspace

REVIEW Arch Enemy - Doomsday Machine [2005]

1. Enter the Machine
2. Taking Back My Soul
3. Nemesis
4. My Apocalypse
5. Carry the Cross
6. I am Legend/ Out for Blood
7. Skeleton Dance
8. Hybrids of Steel
9. Mechanic God Creation
10. Machtkampf
11. Slaves of Yesterday

Datado de 2005, Doomsday Machine é o terceiro álbum que conta com a participação de Angela Gossow nos vocais. E em relação aos trabalhos anteriores da banda – pré e pós-Angela – apresenta algumas novidades que não foram do agrado de alguns fãs.

É verdade que neste jogo de melodia vs brutalidade a que os Arch Enemy nos têm habituado ao longo da sua já respeitável carreira, há aqui um ênfase claro na melodia. A produção é polida – segundo alguns, demasiado mainstream -, os refrães são bastante catchy assim como muitos dos riffs, e não houve qualquer pudor em utilizar efeitos sobre a voz da Angela que, na minha opinião, são completamente desnecessários.
No entanto, embora este seja, sem dúvida, um álbum relativamente mais acessível, os Arch Enemy não desiludem naquilo que são as suas trademarks: um excelente trabalho de guitarras (cortesia dos manos Amott) e, claro, a voz de Angela.

Após uma intro não muito interessante, passamos abruptamente para a primeira faixa a sério, Taking Back My Soul, que reúne as características que dão o mote para este Doomsday Machine: alguma brutalidade, mudanças de ritmo, um refrão catchy e solos de guitarras espectaculares. Segue-se uma das grandes malhas do cd, e talvez uma das mais marcantes dos Arch Enemy. Nemesis é já um clássico, uma daquelas músicas que são obrigatoriamente tocadas em todos os concertos, talvez porque incorpora tão bem o espírito da banda. O refrão é perfeitamente pegajoso, recusando-se a sair do ouvido. E temos um dos típicos interlúdios melódicos que desembocam num refrão final cheio de fúria.
Em My Apocalypse, há uma piscadela de olho ao Industrial, com uns pequenos apontamentos electrónicos no refrão, um pormenor que se encaixa bem. Uma novidade são os grunts profundos e graves de Angela, que se estendem à faixa seguinte: Carry The Cross – outra favorita. Será que posso afirmar que, nos parâmetros dos Arch Enemy, isto é quase uma balada? Angela soa muito melódica, recorrendo por vezes a um tom quase falado, surpreendendo no refrão com mais grunts cavernosos, quase irreconhecíveis. Mais um refrão catchy e um solo fabuloso. Bem, será preciso mesmo fazer referência a todos os solos espectaculares deste álbum?

I Am Legend/Out For Blood é a faixa mais pesada de Doomsday Machine. Dividida em duas partes – como é evidenciado pelo título – a primeira delas, I Am Legend, é um instrumental que dá lugar à Out For Blood, onde podemos escutar uma Angela muito feroz. A forma como ela grita “I am out for blood, out for your bloooooood”, conseguiu pregar-me à cadeira. Para além da sua agressividade, ela tem um veneno na voz que – desculpem-me os meninos – é muito feminino. Sem qualquer dúvida, a sua melhor prestação neste álbum. E será que posso fazer referência ao solo de guitarra? Claro que posso, já que é o melhor do cd, sobretudo graças ao momento estratégico onde foi inserido.
Infelizmente, após uma primeira metade bastante poderosa, há uma notável perda de força. Não que Skeleton Dance, Mechanic God Creation e Machtkampf não sejam boas faixas, mas falta-lhes… um pouco de variedade, mais diferenciação. No entanto, há uma recuperação em Slaves of Yesterday, que fecha com chave de ouro.

Doomsday Machine tem a qualidade a que os Arch Enemy nos habituaram ao longo dos anos. No entanto, a fasquia é muito elevada e, quando isso acontece, tendo a ser mais severa e rigorosa na minha avalição, precisamente porque sei que a banda em questão é capaz de muito melhor.

É o que acontece aqui. Considero muito positivo correr riscos e experimentar, e este é o álbum mais experimental deste colectivo. Porém, e repito, não me agradaram os efeitos constantes sobre a voz da Angela. Quem já a viu ao vivo sabe que tais artifícios não são necessários. Ela poderia ter brilhado muito mais se tivessem permitido que a sua voz natural fluísse. Por outro lado, aprecio o lado melódico dos Arch Enemy, mas este só é eficaz quando contrabalançado com peso, o que nem sempre acontece.
No entanto, e apesar destes aspectos menos positivos, Doomsday Machine é um excelente trabalho que não mancha a discografia dos Arch Enemy.

Destaques: Nemesis, Carry the Cross, I am Legend/Out for Blood, Slaves of Yesterday

16,8 Valores


Cláudia Rocha, Lua Crescente

Line-up: Angela Gossow (voz), Michael Amott (guitarra), Christopher Amott (guitarra), Sharlee D'Angelo (baixo), Daniel Erlandsson (bateria)
Myspace



segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Alliance Fest 2008 – 09/08/2008



Quem disse que as mulheres são o sexo fraco?! Certamente alguém que não esteve no Alliance Fest a 9 de Agosto deste ano onde, quer Sofia Loureiro (We Are the Damned), quer Angela Gossow (Arch Enemy) tiveram pestações mais brutas e explosivas do que qualquer homem nessa noite.

Neste segundo dia do festival substituto do “Marés Negras” as mulheres estiveram presentes em duas das seis bandas que pisaram o palco do Pavilhão dos Lombos em Carcavelos. A primeira presença feminina foi às 18:15, depois dos Blacksunrise, e coube a Sofia Loureiro e aos seus We Are the Damned. A segunda coube aos suecos Arch Enemy, liderados pelo Senhor Guitarrista Michael Amott e com Angela Gossow na voz.

As duas primeiras sonoridades a ouvir-se no Pavilhão dos Lombos nessa tarde foram o Trash/Death metal dos Echidna, oriundos de Vila Nova de Gaia, e o Metalcore dos Blacksunrise.
Os We Are the Damned são originários de Lisboa e tocam Death Metal, embora seja de notar alguns laivos Hardcore, o que implica necessariamente um instrumental bastante violento e guturais rasgados. Foi exactamente o que os We Are the Damned fizeram e, embora o público não tenha aderido propriamente bem (compreenda-se que tocaram depois dos colossos Blacksunrise, em que até tivemos direito a uma Wall of Death), penso que ninguém pode ter ficado indiferente à prestação quer dos instrumentistas, quer da vocalista, que, além de arrancar grunts extremamente rasgados como se estivesse a ser submetida a uma intervenção cirúrgica sem anestesia, teve uma prestação e uma presença absolutamente explosivas em palco, igualando e chegando inclusivamente, em alguns aspectos, a superar a própria Angela Gossow, que actuaria às 23:00.

Seguiu-se a actuação dos Marduk, que subiu ao palco por volta das 19:45. A banda de Black Metal sueca teve uma actuação bastante efusiva e com uma adesão fabulosa por parte do público, embora, fosse de notar uma certa repetitividade nos temas e arrastar do concerto, ao ponto de, a certa altura, dar a sensação de que estavam a repetir faixas e já muitas pessoas suspirarem quando viam que eles nunca mais abandonavam o palco. Ainda assim é de frisar uma actuação muito boa, com uma enorme adesão por parte do público e cheia de carácter Black Metal.

Às 21:00 entraram em palco os britânicos Anathema numa actuação que, pela hora a que foi, só poderia ser dirigida a um público muito específico, pois as restantes pessoas não aderiram de uma forma propriamente efusiva; o que se compreende visto que foi uma quebra de violência musical bastante grande. Ainda assim, para os fãs de Anathema, foi um grande concerto e que, para delírio de muitos, incluindo não-fãs da banda britânica, teve direito a uma surpresa especial... Uma cover de Comfortably Numb dos Pink Floyd fabulosamente executada pelo guitarrista Danny Cavanagh com um solo espantoso no final.

Pouco depois das 23:00 entravam em palco os cabeças de cartaz. Havia quem dissesse que tinha esperado seis anos por aquele momento... Entrou em palco o baterista Daniel Erlandsson, seguido do genial guitarrista e líder do colectivo de Halmstad, Michael Amott, o seu irmão guitarrista Chris Amott, o baixista Sharlee D'Angelo e, por último, a grande estrela da noite, a vocalista Angela Gossow. O público percebeu logo às primeiras notas tocadas que os Arch Enemy se vinham redimir de nunca terem vindo a Portugal, e, de facto, fizeram-no.
Todos os membros da banda sueca estavam visivelmente emocionados com a forma como os fãs portugueses reagiram a malhas como Blood on your Hands, My apocalypse, Nemesis, The Last Enemy, Revolution Begins, Taking Back my Soul, Dead bury their dead, Dead eyes see no future, We will rise, entre outras... Um grande concerto que se pode resumir a um circulo vicioso de gratidão. Os fãs portugueses encantados por finalmente poderem ver os Arch Enemy e a reagir como se pede num concerto de Metal, com muito moche, muitos saltos, muito headbanging, muitos dedos e punhos no ar e, os membros da banda, ao verem toda esta adesão, intensificaram ainda mais a sua actuação individual. Angela Gossow com uma boa disposição fantástica para com o público. Imparável nos guturais e com o à-vontade, o feeling e a presença em palco a que sempre nos habituou; os irmãos Amott irrepreensíveis no seu virtuosismo e a dividir os magníficos solos característicos dos Arch Enemy; baixista e baterista a imporem o ritmo avassalador dos Arch Enemy de uma forma sublime e sem falhas...
Enfim, a estreia dos Arch Enemy em terras portuguesas não podia ter sido mais intensa. Além de se terem redimido de nunca cá terem actuado, ainda explicaram, para quem ainda não soubesse, o porquê de tantas vezes se verem as palavras Pure Fucking Metal no seu merchandise. De facto foi um concerto de Metal no seu estado mais puro: Melodia aliada a uma agressividade sem nome, ritmos avassaladoramente rápidos e muitos solos fabulosos, tudo misturado em verdadeiros Anthems of Rebellion...
No final, todo o público de “barriga cheia” e com a promessa de Angela ainda a ecoar nos ouvidos: “We will be back soon”


Agradecimentos: Sérgio Almeida

domingo, 20 de julho de 2008

Biografia - Angela Gossow pelas suas próprias palavras


Nasci em Cologne, na Alemanha, a meio de uma noite de 5 de Novembro, o que faz de mim uma nativa de Escorpião com ascendente em Caranguejo – por outras palavras, uma personalidade ambivalente que adora o que é extremo. Tive uma infância fantástica no campo, com os meus três irmãos, antes me tornar numa adolescente revoltada, que trocava os seus vinis dos Queen por LPs dos Carcass, Morbid Angel e Cannibal Corpse. Tinha 16 anos e consegui chatear os meus pais cristãos.

Entrei na minha primeira banda em 1991: Asmodina. Pouco depois, saí de casa (digamos que fugi. Tinha apenas 17 anos na altura). Num piscar de olhos, a minha infância tinha-se tornado num inferno adolescente. Os meus pais divorciaram-se e perderam o negócio. A casa foi hipotecada. Eu era uma outsider na escola, já que tinha um gosto muito diferente no que respeitava a música e roupas. Gostava de música extrema e ensaiava com a minha banda. Era um pouco problemática. Sofri de graves desordens alimentares, mas consegui ultrapassá-las completamente. Se sofres de anorexia ou bulimia procura ajuda! Quanto mais cedo, melhor!

Terminei a escola e comecei a trabalhar numa empresa de publicidade. Especializei-me em Marketing online e, ao mesmo tempo, comecei a estudar Economia na Universidade de Cologne. Nunca parei de berrar na minha banda durante estes anos. Em 1997 os Asmodina acabaram e eu formei os Mistress. Éramos bastante activos, dávamos concertos todos os fins-de-semana e gravávamos demos, mas não sonhava fazer nada disto profissionalmente, porque me parecia algo impossível. E depois comecei a trabalhar numa revista online, no secção do Rock e do Metal, onde conheci os Arch Enemy numa entrevista, durante a tour do Burning Bridges, em 1999. E, então, o destino pegou-me pela mão.

Tinha levado uma demo tape dos Mistress e dei-a ao Christopher Amott (estávamos sempre em busca de apoios). Os tipos dos Arch Enemy ouviram-na durante a tour e o Chris ficou com ela, porque estavam um pouco surpreendidos com a forma como eu cantava. Mantive-me em contacto com ele, já que, antes de mais, era uma fã. No Outono de 2000 recebi um telefonema do próprio Sr. Michael Amott, que me disse que o Johan Liiva tinha saído da banda e que estavam à procura de um novo vocalista. Perguntou-me se eu queria ir à Suécia para uma audição… Tinham encontrado a minha demo tape… FUCK YES!

Algumas semanas depois, estava aos berros na sala de ensaios deles. E, subitamente, estávamos nos Fredman Studios, à experiência. Depois de ter gravado a minha primeira música, Enemy Within, a decisão foi tomada: a Angela Gossow seria a nova vocalista dos Arch Enemy. O quê? O quê?? O quê??? A minha vida mudou muito desde aquele dia em Novembro de 2000. Aquele era o meu primeiro trabalho musical profissional, com uma banda a sério. Com os Arch Enemy, por amor ao Inferno! Larguei o emprego (Oh que dia feliz aquele. Entrar no gabinete do meu patrão e vê-lo a implorar-me para que ficasse. Eu a dizer “Não, vou ser uma música a tempo inteiro”. A expressão de espanto na cara dele foi demais). Também parei de estudar.

Não tinha compromissos. Queria ser livre. Estava muito, muito determinada em fazer aquilo acontecer. Ensaiávamos e ensaiávamos. Depois perdi completamente a voz antes da tour no Japão. Foram-me diagnosticados nódulos. Más notícias! Todos aqueles anos a berrar sem qualquer técnica tinham, finalmente, dado cabo das minhas cordas vocais, atingindo-me no pior momento possível. Levei seis meses a aprender tudo de novo: a falar, a respirar e a gritar – começar do zero, desta vez com conhecimentos e técnicas. Hoje estou contente por aquilo ter acontecido. Aprendi muito com os meus erros do passado, o que me ajudou durante situações problemáticas que tivemos em tour ou no estúdio. Por favor, dêem uma olhadela na minha secção de conselhos vocais em http://www.angelagossow.com se também estiverem com problemas.

O que não nos mata torna-nos mais fortes. Porque caíamos? Para nos levantarmos de novo. Os últimos anos não têm sido fáceis, mas têm sido os melhores! Dei a volta ao mundo várias vezes; estive nos 5 continentes. Toquei em pequenos e grandes palcos, em óptimas arenas e em buracos. Os nosso fãs, os nossos amigos… tenho recebido tanto amor, palavras gentis, presentes, flores… És esmagador e difícil de compreender. Mas está a acontecer-me e estou muito, muito grata! Dedico 100% do meu tempo aos Arch Enemy. Tenho hobbies, mas estes estão todos, de certa forma, ligados aos Arch Enemy.

Leio muito, sempre à procura de inspiração para as minhas letras. Pelo mesmo motivo, vejo muitos filmes. E, claro, oiço música. Faço exercício para estar em forma para cantar e estar em palco. Como e vivo de forma saudável para manter o meu corpo = instrumento em ordem. Adoro comida. Sou vegetariana, embora seja alérgica à maioria dos produtos à base de leite. Estou sempre a cozinhar quando estou em casa. Adoro amoras. E pão caseiro com uma grossa camada de manteiga. De marmelada caseira, de cajú, de queijo de cabra… E claro, de space cookies. Mas isso é outra história…

Porque sou vegetariana? Cresci sem carne. Não me agrada a ideia de comer um animal morto, um cadáver, uma carcaça. E não gosto da indústria da carne. É produção em massa e exploração dos animais.

Sou canhota. Toquei acórdão durante 6 anos e guitarra durante algum tempo.

O meus planos para o futuro e os meus sonhos: os Arch Enemy durante os próximos anos. Também comecei a receber treino vocal e vou trabalhar com a Melissa Cross (http://www.blogger.com/www.melissacross.com) no futuro. Depois disso, não sei. Talvez me mude para uma pequena ilha verde. Talvez algo completamente diferente. A vida dá voltas completamente inesperadas.

Que mais? Sou uma pessoa pragmática… Não acredito na religião organizada. Não estou certa acerca de Deus. Acredito que existe mais neste mundo do que aquilo que conseguimos ver. Acredito no amor. E na responsabilidade. Somos responsáveis pela nossa vida e pelos nossos actos. Somos responsáveis por este planeta e pelas suas criaturas. Estamos finalmente a acordar? Como ovelhas para o matadouro… E não acredito nos políticos. Mas voto. Para deixar bem claro, a Direita NÃO recebe o meu voto. Tenho medo da morte e da perda. Não quero que ninguém que eu amo morra antes de mim. Detesto apanhar uma constipação. Não tenho medo de aranhas. Mas tenho medo da guerra, do terror e do crime. Penso que este mundo é um lugar terrível e maravilhoso ao mesmo tempo. Gostaria que não existisse doença, pobreza, homicídios, violência, inveja, mentiras e ódio. Mas estas coisas existem e é por isso que o Metal também existe – as Sinfonias da Destruição. A minha e a VOSSA maneira de lidar com a frustração, com a raiva, com a dor, canalizando-as e retirando-as do nosso sistema. Não consigo viver sem música, porque ela faz-me sentir viva e forte, não importa o que aconteça. Espero que também vocês consigam sentir o poder da música!

Com amor,

Angela


E agora, uma aulinha de canto:

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Senhora do Metal do Mês Julho/Agosto

Senhora do Metal feroz, ela é detentora de poderosos guturais de fazer inveja a qualquer metaleiro feio, porco e mau. Angela Gossow é desde 2000, a voz da banda de death metal sueca Arch Enemy. Considerada uma das melhores bandas da actualidade dentro do metal mais extremo, os Arch Enemy têm na sua vocalista uma poderosa frontwoman, que oferece performances explosivas em palco. Fã, desde muito cedo, dos estilos mais extremos do metal, Angela lançou-se em mares pouco navegados por mulheres e demarcou o seu lugar entre os vocalistas mais extremos.
Aliando o seu gosto às fenomenais capacidades vocais, esta Senhora do Metal contribuiu para tornar o som dos Arch Enemy ainda mais pesado e forte, sem abandonar, porém, a melodia. Aqui, no nosso cantinho à beira mar plantado, vamos poder vê-la e ouvi-la ao vivo no Alliance Fest que decorre entre 8 e 9 de Agosto, em Carcavelos. Por todas estas razões e muitas mais, ela é a nossa Senhora do Metal do mês de Julho/Agosto. Apresentamos Angela Gossow, dos Arch Enemy!

Site oficial Arch Enemy - http://www.archenemy.net/
Site oficial Angela Gossow - http://www.angelagossow.com/


Inês Martins (Lua Minguante)

E para começar bem o mês, deixamos uma amostra do que vamos ver e ouvir no dia 9 de Agosto!