segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Tacere têm nova vocalista

Os Tacere apresentaram a finlandesa Taiya R. como a nova vocalista que vem substituir Helena Haaparanta. Nas palavras do líder da banda, Karra Knuuttila, “ficámos espantados com a quantidade de cantoras, dos quatro cantos do mundo, que concorreram para o lugar. Tomar uma decisão foi muito difícil e havia muitas candidatas talentosas, algumas das quais bastante conhecidas e já com um certo status. Mas na Taiya encontrámos a cantora perfeita: é extremamente talentosa, tem uma aparência fantástica, uma atitude muito fixe e boa presença em palco e, muito importante, uma personalidade que encaixa perfeitamente com a banda”.

Para além da nova vocalista, os Tacere também contrataram um novo teclista: Veli-Matti Kananen, que tocou com bandas como os Poisonblack e os Eternal Tears of Sorrow.

Os Tacere estão a planear entrar em estúdio em Fevereiro para iniciarem as gravações do successor de Beautiful Darkness. Ainda não foi anunciada qualquer data de lançamento, mas algumas demos já estão disponíveis no myspace onde já pode ser ouvida a voz de Taiya.

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Exilia lançam novo álbum em Janeiro

Os italianos Exilia lançarão um novo álbum a 30 de Janeiro, entitulado My Own Army, através da AFM Records. O longa-duração foi gravado nos Principal Studios na Alemanda. Dave Chavarri, baterista dos Ill Niño, produziu alguns dos temas e Cristian Machado, vocalista da mesma banda, contribuiu com a sua voz.

Segundo a vocalista Masha Mismane, este será o álbum mais pesado da carreira da banda. “Conseguimos revelar os talentos escondidos do nosso grande guitarrista, o Alien, e com o regresso do nosso grande baterista, o Ale, não faltará poder!”, prossegue. Masha também afirmou estar muito satisfeita com a sua prestação vocal neste álbum.

A banda também já revelou a artwork:

















sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

REVIEW - Within Temptation - Mother Earth [2001]

Tracklist

1. Mother Earth
2. Ice Queen
3. Our Farewell
4. Caged"
5. The Promise
6. Never-Ending Story
7. Deceiver of Fools
8. Intro
9. Dark Wings
10. In Perfect Harmony

Bonustracks
11. Restless
12. Bittersweet
13. Enter (live at Utrecht 1998)
14. The Dance (live at Utrecht 1998)



Se disser que sempre desejei fazer uma review deste álbum, talvez seja difícil de acreditar que foi a review que tive mais dificuldade em escrever. Conheço este Mother Earth (ME) melhor do que a palma da minha mão. Conheço cada nota, cada palavra cantada. Para escrever sobre ele vejo-me obrigada a ultrapassar esses valores emocionais e prender-me aos estritamente musicais. A isto vem juntar-se a premissa que vai justificar tudo o que vou escrever em seguida: este é o álbum da minha vida. Marcou uma viragem para mim em termos musicais e pessoais e tem, por isso, um lugar de destaque entre as minhas preferências. Portanto, esta review será total e completamente parcial. Considero que os Within Temptation (WT) cresceram e se tornaram excelentes no que fazem, mas ME é, e será sempre, um clássico do metal sinfónico e o diamante em bruto da uma carreira fulgurante.

Primeiro, os inevitáveis dados informativos. ME é o segundo longa-duração de estúdio dos WT e a sua afirmação dentro daquilo que melhor se fazia no plano do metal sinfónico. No que respeita às letras, estas reflectem um imaginário fantástico, entre temas de conotação amorosa, mas também com um pendor claramente crítico de reflexão sobre a actualidade. Os WT compõem melodias brilhantes de piano e teclados, algo evidente neste álbum que é no fundo a harmonização quase perfeita entre peso e melodia.

O tema título é a obra-prima por excelência dos WT. Esta faixa tem um significado muito especial para mim e a tentativa de fazer uma descrição dela é um trabalho deveras inglório. Quem nos lê, conhece com certeza Mother Earth e tem as suas próprias sensações e emoções ao ouvi-la. Em termos estritamente musicais, estamos perante uma composição muito bem construída, que começa com o som dos teclados dançantes, aos quais se juntam as guitarras e secção rítmica. Esta é capaz de ser a introdução mais avassaladora que já ouvi num tema de metal sinfónico. As influências celtas harmonizam-se de forma plena com o peso do metal. A bateria constrói um ritmo coeso e tribal que guia a composição, marcando o momento mais lento entregue aos coros gregorianos. O que dizer da voz de Sharon den Adel? Bom, só ela é capaz de alcançar tais notas desta forma, ponto final.

Segue-se o hino da banda, o single que a catapultou para uma fama que ate aí desconheciam. Ice Queen foi o tema que me deu a conhecer os WT. A minha primeira reacção foi pensar que nunca tinha ouvido nada assim. E não há dúvida de que não soa a nada do que se fazia na época: era forte e catchy, absolutamente novo e fresco. Desnecessário será referir os conhecidíssimos “oohooh”, aquele súbito silêncio antes de a música explodir com um riff de guitarra que se recusa a sair da nossa cabeça por muito tempo. Mas realmente impressionante é a voz que ouvimos sair das colunas e que me deixou boquiaberta nessa primeira audição. Também nunca tinha ouvido uma voz assim, vibrante e aguda, atingindo notas quase impossíveis. Absolutamente viciante – ou não fosse este o tema que fecha com chave de ouro todos os concertos da banda.

Our Farewell é a balada da carreira dos WT. Com uma melodia de piano bela e complexa, esta faixa é de uma sinceridade e emoção palpáveis. Começa de forma delicada e suave, com a voz de Sharon quente e profunda sobre o piano. Um arrepio percorre o ouvinte quando a bateria e as guitarras se lhes juntam. A música cresce grandiosamente, mergulhando num solo de guitarra e atingindo um pico final, com a voz de Sharon a elevar-se até ao clímax final.

Caged é o tema irmão de Mother Earth, tendo uma estrutura semelhante e um dos meus favoritos. A entrada das guitarras arrepia e a voz desce aos confins da terra e sobe ao céu para nos dar uma das suas melhores prestações neste álbum. Sharon adopta aqui o tom que mais gosto: melífluo e teatral, entrelaçand0-se nos coros dramáticos. As guitarras marcam presença, criando ritmo e adicionando peso.

The Promise é um tema monumental, na verdadeira acepção da palavra. A introdução suave e simultaneamente densa, com o órgão a transportar-nos directamente para tempos antigos, é inesquecível. O som cresce e explode, guitarras e órgão lançam-se numa dança desenfreada, dando lugar à voz de Sharon, que faz uma aparição gloriosa e dramática, que nos introduz nesta história de perda e vingança. Mais uma prestação vocal de excelência, mais um momento musical brilhante.

Neverending Story remete para as influências celtas que se evidenciavam nos WT desta época. Como o nome sugere, trata-se de uma canção-conto, uma estória simples mas produnda, cantada por sobre a melodia de piano e apontamentos de bateria.

Segue-se Deceiver of Fools, uma autêntica epopeia musical e mais um dos grandes temas deste ME. A introdução é magistral contando com a presença de um coro ao qual se junta a voz de Sharon. Uma suavidade perturbadora que cedo dá lugar a momentos verdadeiramente épicos. A bateria faz-se anunciar, seguido dos teclados que tocam uma melodia que mais parece um chamamento para a batalha. A voz de Sharon enceta uma narração cantada que culmina com um dos refrães mais vibrantes da carreira da banda. Como na grande maioria dos temas, a composição lírica de Deceiver of Fools transporta-nos para uma história que carrega consigo uma crítica acutilante ao mundo actual, naquela que é uma das melhores letras que já compuseram. No característico momento mais calmo da música, o piano saltitante tece a melodia complementada pelo tom mais doce de Sharon que se ergue num aviso perturbador, realçado pela música que acelera novamente. Composição finalmente entregue às melodias de teclados e guitarras, até o refrão a dominar novamente e deixar no ar uma questão: “Deceiver of Fools, shall he rule again?

Segue-se um curto interlúdio musical, que concorre para a explosão musical que é Dark Wings, uma das melhores malhas do álbum. Os ritmos sincopados atacam-nos logo ao início e a voz ameaçadora de Sharon canta quase num grito, intercalando-se com um coro de vozes femininas. Nesta composição temos a oportunidade de escutar um excelente momento instrumental com a voz de Sharon a aflorar em devaneios orientais, e os teclados a multiplicarem melodias a grande velocidade. A música serena apenas para acelerar novamente com a entrada dos coros e um formidável solo de guitarra, cortesia do quase lendário Arjen Lucassen (Ayreon).

Perfect Harmony apresenta reminiscências de uma Pearls of Light do álbum Enter, transportando-nos para uma floresta misteriosa e uma estória de encantar. Destaque para as melodias suaves e saltitantes e para a interpretação doce de Sharon.

A reedição de 2003 de ME, inclui ainda 4 faixas bónus: Restless (classical remix), Enter e The Dance (performance ao vivo em Utrecht, 1998) e a faixa inédita Bittersweet, na qual se destaca o som das flautas e piano, naquela que é uma das interpretações mais belas de Sharon.

ME é, para mim, o álbum da carreira dos WT, revelando o seu talento na combinação de atmosferas e peso e na composição de melodias. Aquilo que ainda hoje torna a sonoridade desta banda única é esse conhecimento intuitivo da melodia e a maneira como esta chega até nós, apoiada numa voz única. Toda a técnica musical presente neste álbum baseia-se naquilo que é a chave do que esta banda faz - a emoção. A força emocional de ME é, no fundo, aquilo que lhe dá sentido, aquilo que une todos os elementos que o compõem numa só obra-prima.

Por todas estas razões e mais algumas que deixo à vossa discrição, atribuo a este álbum um valor muito próximo da pontuação máxima: 19.5 e não 20 porque deixo à banda a possibilidade de exceder o seu próprio brilhantismo.

19.5 valores em 20

Inês Rôlo Martins, Lua Minguante

Line-up: Sharon den Adel (voz), Jeroen van Veen (baixo), Martijn Spierenburg (teclado), Robert Westerholt (guitarra), Ruud Jolie (guitarra), Stephen van Haestregt (bateria)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008


As Senhoras do Metal desejam a todos os leitores, colaboradores e amigos um FELIZ NATAl \m/





Créditos do vídeo


quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Breves

Nightwish lançam MCD e DVD ao vivo

Os Nightwish lançarão um MCD em Março de 2009. O mini-cd foi gravado durante a Dark Passion Play Tour e também incluirá um DVD bónus com material ao vivo. A tracklist será divulgada brevemente.

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Karen Gilligan deixa os Cruachan

A vocalista da banda de folk metal Cruachan anunciou que vai deixar a banda. A decisão deveu-se a motivos pessoais e não a conflitos no seio da banda.

O colectivo já anunciou que Karen não será substituída e prosseguirão apenas com o vocalista Keith Fay, enquanto John Ryan e John O Fathaigh assegurarão os backing vocals.

Os Cruachan já estão a trabalhar no seu próximo álbum, e já fizeram saber que utilizarão vozes femininas convidadas e que Karen fará uma participação especial em algumas faixas.

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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Os melhores de 2008

Já em contagem decrescente para a entrada de 2009, é chegado o momento de fazermos um balanço do ano que finda. No final de Janeiro, as Senhoras do Metal divulgarão uma tabela com aqueles que consideramos terem sido os melhores lançamentos de 2008. No entanto, não nos queremos ficar por aí. A opinião dos leitores conta e, nesse sentido, lançamo-vos o desafio de nos enviarem as vossas escolhas daqueles que foram, para vocês, os álbuns do universo do Metal no Feminino que mais se destacaram pela sua qualidade.


Regras:

1. As bandas têm de ter pelo menos um membro feminino, que pode ser uma vocalista ou uma instrumentista.
2. Os lançamentos têm de ser de 2008.
3. No máximo, podem escolher 10 álbuns.
4. Podem escolher uma banda revelação, isto é, uma banda que tenha lançado o seu primeiro álbum em 2008.

Enviem as vossas escolhas para senhorasdometal@gmail.com até 20 de Janeiro de 2009. Os resultados serão publicados a 31 de Janeiro. Contamos com a vossa participação!

Autumn terminam gravações do próximo álbum

Os Autumn terminaram as gravações do seu terceiro longa-duração, entitulado Altitude, a ser lançado a 27 de Fevereiro em alguns países e a 2 de Março no resto da Europa. A primeira edição da versão limitada incluirá uma faixa bónus exclusiva. Uma preview do álbum já pode ser escutada no myspace oficial da banda.

Este será o primeiro álbum com Marjan Welman, que ocupou o posto de vocalista após a saída de Nieke de Jong. Marjan foi uma das artistas convidadas do último álbum dos Ayreon 01011001 e é também vocalista na banda Elister.

Tracklist de Altitude:

1. Paradise Nox
2. Liquid Under Film Noir
3. Skydancer
4. Synchro-Minds
5. The Heart Demands
6. A Minor Dance
7. Cascade (For A Day)
8. Horizon Line
9. Sulphur Rodents
10. Answers Never Questioned
11. Altitude
12. Closure (Bonus track)

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